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| Governo Revelou que, devido aos problemas de inundações nas zonas baixas, o pagamento do 13º salário será efetuad |
O anúncio do Governo moçambicano de pagar apenas 40% do 13.º salário na função pública tem causado apreensão entre os trabalhadores do Estado. Muitos servidores temem que esta medida seja o primeiro passo para a eliminação gradual de um direito laboral que já se encontra estabelecido há décadas.
O valor reduzido deixa os funcionários em dificuldades, sobretudo aqueles com salários mais baixos. Por exemplo, um trabalhador com vencimento bruto de 10 mil meticais receberá apenas quatro mil meticais, cerca de 53,6 euros, o que mal cobre despesas básicas.
Uahite Azito, professor e dirigente da Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) em Cabo Delgado, alerta para o perigo de o benefício ser progressivamente eliminado.
“Existe uma tendência preocupante de retirar este direito. Se continuar assim, poderemos chegar ao ponto em que o Governo pague apenas 20%, depois 10%, até que, eventualmente, se diga que o 13.º salário já não existe”, afirmou à DW.
José Cassimo, outro servidor público, sublinha o impacto direto nas finanças familiares:
“Os 40% não cobrem sequer as despesas escolares dos nossos filhos. O 13.º é um direito garantido, e esta redução demonstra que o Governo não olha para quem mais precisa, especialmente em regiões afetadas por crises, como Cabo Delgado”, afirmou.
Dílio Dinala considera que a medida pode desmotivar os trabalhadores e afetar a economia doméstica.
“Reduzir o 13.º salário para menos de metade sufoca a economia familiar e desmotiva os funcionários públicos. Muitas famílias já têm dívidas acumuladas, e este atraso no pagamento traz stress e problemas psicológicos”, explicou.
O pagamento parcial do 13.º salário é, para muitos, mais do que insuficiente: é um alerta de que este direito poderá ser cortado no futuro. Servidores públicos receiam que a medida comprometa a segurança financeira e a estabilidade social de milhares de trabalhadores do Estado.

