Sim — Paul Kagame disse isso mesmo, numa entrevista recente à _Jeune Afrique_ (divulgada na sexta-feira). Ele defendeu que as multinacionais que operam em Cabo Delgado, como a *TotalEnergies e a ExxonMobil*, deveriam contribuir diretamente para pagar a segurança na região.
As frases principais foram:
> “As empresas que operam na região, como a Total, a ExxonMobil, e o Governo de Moçambique, cujos activos são estes, deveriam encontrar uma forma de pagar pela segurança necessária. Comparando este montante [20 milhões da UE] com o volume de investimento, é ínfimo.”
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> “Se precisam de segurança, que paguem por ela. Se não precisam disso, porquê estaríamos nós lá? No dia seguinte, devíamos fazer as malas e ir embora.”
Kagame explicou que a União Europeia contribuiu com cerca de 20 milhões de dólares, mas o Ruanda já gastou *4 a 5 vezes mais* para manter cerca de 5 mil militares e polícias em Cabo Delgado desde 2021. Para ele, não faz sentido o Ruanda continuar a assumir sozinho esse custo quando os projetos de gás valem dezenas de bilhões. f0e2b776

