Agente da UIR mata a própria mãe, de 63 anos, por alegada feitiçaria em Chimoio
Um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), de 32 anos de idade, é suspeito de ter assassinado brutalmente a própria mãe, de 63 anos, na noite de segunda-feira, 6 de julho de 2026, no bairro Vila Nova (Tambara 2), na cidade de Chimoio, província de Manica.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades e por familiares, o crime ocorreu por volta das 18 horas, durante uma interrupção no fornecimento de energia elétrica. O suspeito terá aproveitado o momento em que a mãe se encontrava na casa de banho para atacá-la com uma enxada, desferindo vários golpes na cabeça.
A vítima foi socorrida de imediato e transportada para o Hospital Provincial de Chimoio, mas acabou por não resistir à gravidade dos ferimentos.
Antónia Eusébio, filha da vítima e irmã do suspeito, revelou que o homem acusava constantemente a mãe de praticar feitiçaria e fazia frequentes ameaças de morte.
«“A minha vida não está a correr bem, e a culpada é você, mamã. Um dia vou matar-te”, teria afirmado o suspeito em diversas ocasiões.»
Segundo a família, esta não teria sido a primeira manifestação de violência. O agente já teria tentado incendiar a residência da mãe e, mais tarde, procurado vender o imóvel sem o consentimento da proprietária.
Ainda de acordo com os familiares, o suspeito era o único membro da família com emprego estável e encontrava-se destacado em missões de combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.
A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Manica, confirmou o caso, classificando-o como um homicídio agravado alegadamente cometido por um membro da corporação.
O porta-voz da PRM em Manica, Domingos Mardez, lamentou o sucedido e garantiu que decorrem diligências para localizar e deter o suspeito, que permanece em fuga.
As autoridades continuam a investigar o caso para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o crime.

